Recordista em Portalegre, com cinco vitórias nos automóveis, Filipe Campos recorda o início da sua carreira nas quatro rodas, e como foi vencer aquela que ainda hoje é a sua prova de todo-o-terreno preferida.
Tendo partilhado o carro com Carlos Leitão na edição disputada em 1987, Campos assume as diferenças de uma época distante: “dividíamos a condução, que foi o que fizemos durante alguns anos. Foi uma experiência espetacular. E agora, recordando os carros em que corríamos, deixa saudade. E pensamos como foi possível os carros aguentarem tanta coisa?”, remata.Comparando níveis de preparação distintos, Campos revela o modo descontraído como se corria: “os carros não tinham a preparação que têm hoje, e nós não tinhamos nada e geriamos tudo ou não geríamos nada. Quer dizer, aquilo era o que dava. Poupávamos um bocado o carro, mas andávamos sempre [a fundo]”, recorda.
Em relação ao significado da Baja de Portalegre, Campos atribui-lhe um lugar especial: “Para além de ser a primeira prova de todo-o-terreno disputada em Portugal, é também uma prova mítica, e para mim é uma das mais importantes no calendário português. É um mundo de espetadores que apoia todos os pilotos, independentemente de quem sejam. E é tudo isto que a torna na festa do todo-o-terreno”, conclui.
Em relação ao percurso da prova, Campos reforça a dificuldade da mesma: “é uma prova difícil, com vários tipos de terreno, e em que é preciso fazer muita gestão. Tive muitas vezes sorte e a ajuda da equipa, e por isso tenho cinco vitórias. Mas acho que vou ser ultrapassado em breve, e quando isso acontecer venho defender a minha posição” revela jovialmente.